"-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora."O dia que Júpiter encontrou Saturno - Caio Fernando Abreu
terça-feira, 8 de abril de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
sábado, 28 de dezembro de 2013
Sobre 2013
2013. Oh, quanta coisa aconteceu em 2013. Desse ano certamente não posso reclamar.
Um ano de mudanças e de sair da zona de conforto.
Depois de pensar que nunca conseguiria arrumar um estágio, não só arrumei, como foi num dos melhores lugares que eu poderia arrumar. E justamente na área que eu desejava tanto. Laboratório de desenvolvimento! Eu consegui! Fui capaz! e me mostrei uma ótima profissional (afinal, não é por menos que minha chefe disse que se uma vaga aparecesse, era minha!), o que me deixou extremamente feliz profissionalmente falando.
Como se isso não fosse o bastante, prestei um concurso e passei! Graças a isso, revi meus conceitos, revi o que quero para meu futuro e 2014 será um ano de escolhas e, novamente, de mudanças.
Quanto a parte acadêmica, me formei no Bacharelado em Ciência e Tecnologia e estou a um passo de me formar no Bacharelado em Química, faltando somente o TCC, o que nos leva a mais uma parte da correria que será o começo do ano que vem.
Agora quanto ao lado pessoal... ah, as pessoas! as pessoas que nós encontramos no caminho! Quão maravilhoso poderia ser um ano sem as pessoas maravilhosas com quem dividimos esses 365 dias? 2013 foi um ano de aproximação quanto aos meus colegas da faculdade, o que posso dizer que os transformou em amigos... com certeza, apesar de tanta coisa boa que aconteceu, 2013 não seria o mesmo sem eles ♥
2013 foi lindo, creio que posso dizer que foi o melhor ano da minha vida, mas como sempre espero que o próximo ano seja ainda melhor. Que venha 2014, com todas as mudanças que as minhas escolhas (principalmente no lado profissional) me levarão, com todas as alegrias (e tristezas também, porque a vida é assim) que serão proporcionadas e com toda a paz de espírito que possa existir.
sábado, 24 de agosto de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Escolhas x destino
Sabe aquele tipo de coisa que vai mudando aos poucos, mas você não percebe? Como o crescimento de uma criança. Os pais, irmãos, professores que convivem com a criança todo dia, nem percebe, mas ela vai crescendo um pouco a cada dia, até que numa noite de natal, alguns tios distantes chegam e "Veja só o tamanho desse menino! Como você cresceu! A última vez que te vi você era desse tamanhinho!". Tudo acontece dessa forma, inclusive a nossa forma de agir e pensar. Nós não percebemos, porque convivemos o tempo todo com nós mesmos.
Mas da mesma forma que aqueles parentes que não viam a criança há tempos, quando voltamos no tempo com nossa memória, conseguimos perceber o quanto mudamos.
Tenho percebido cada vez mais as mudanças na minha vida e só consigo me perguntar quando foi que comecei a me perder?. Terá existido alguma coisa, tipo uma faísca, que tenha me levado a isso, ou será que todas as opções que eu tivesse me levariam a isso?
Na verdade, eu não acredito muito na última opção. Acredito que cada um e cada coisa que cada um decide fazer, escreve seu próprio destino. Mas qual escolha terei feito que me trouxe a isto?
Provavelmente nunca saberei ao certo. Tudo o que sei é que as próximas escolhas podem me levar a um caminho em que eu me perca cada vez mais nesse grande labirinto que é o mundo ou a um caminho em que eu me encontre. O problema é fazer as escolhas certas. E cada vez é mais difícil escolher.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Simple man
Baseado na música Simple man - Lynyrd Skynyrd
Ele era daquele tipo de cara que quando nasce tem pouquíssimas chances de vencer. Mas ele foi, correu atrás e venceu. Apesar de apanhar muito da vida, ter que trabalhar desde o ensino médio e frequentar uma escola fraca, conseguiu bolsa numa das universidades mais renomadas, se formou no tempo inicial e conseguiu emprego numa das melhores empresas do seu ramo.
Ela tinha muito orgulho dele.
Ele era um homem solitário até começar a trabalhar com uma bela moça. Eles trabalhavam duro, mas não viam muito crescimento. Um dia, a bela moça disse "Tenho alguns amigos para te apresentar, vai ser a grande chance da nossa carreira.". E realmente foi. Seguindo os passos dos tais amigos, ele passou de diretor de uma seção à vice-presidente da empresa, em menos de cinco anos. O golpe final o levaria a ocupar o cargo de presidente de uma das melhores empresas na qual qualquer um que se formou com ele gostaria de pelo menos trabalhar, quem diria ser presidente, então?
Ela não tinha mais orgulho dele. Ela tinha medo e pena do que ele havia se tornado.
Eles não se falavam há anos e ela estava muito doente. Um dia, ele recebeu uma ligação do hospital e, por isso, foi visitá-la. Ele não esperava vê-la naquele estado, ela era uma mulher forte que sempre esteve ao seu lado, até que ele conheceu a bela moça e mudou seu jeito. Com isso a relação entre eles também mudou.
Apesar das constantes brigas nas últimas vezes que eles se viram e todo o ressentimento envolvido, ele chorou ao vê-la. Ela estava com uma rara doença e já não tinha muitos dias de vida.
"Não chore meu filho. Eu sei que não estou bem, mas isso faz parte da vida, certo? Eu só queria vê-lo uma última vez, mas não para me despedir, porque sempre estarei com você. Queria vê-lo porque um dia, quando você era pequeno, te disse algo que poderia te ajudar por toda sua vida, mas pelo o que você se tornou nos últimos anos, tenho certeza de que você não se lembra mais.
Eu lhe disse para não viver tão rápido e que dificuldades viriam, mas passariam. Para você não desejar o ouro do homem rico, pois tudo o que você precisa está na sua alma. E que um dia, você encontrará o amor.
Não chore meu filho, eu sei tudo o que você fez e que você não seguiu estes meus conselhos, você fez coisas que não deveria fazer, mas não se preocupe, menino, você se encontrará, apenas siga seu coração."
"Eu irei mamãe. Desculpe-me se não fui o melhor filho do mundo e principalmente, desculpe-me pelos últimos anos. Eu sei que fiz muito do que não deveria ter feito pra subir na carreira, mas isso parecia tão certo quanto ficar com a bela moça. Mas a verdade é que nem mesmo ela me faz feliz. Eu deveria ter seguido seus conselhos. Desculpe-me mãe. Desculpe-me."
"Tudo bem, ainda há tempo de consertar os erros. Apenas seja um homem simples, seja algo que você ame e entenda. Tudo que eu quero para você, meu filho, é que esteja satisfeito. E não se esqueça, meu filho, há alguém lá em cima olhando por você. Querido, seja um homem simples."
Ele seguiu seu coração e os conselhos que ela lhe deu. Saiu da grande empresa, largou a bela moça, antes que ela o fizesse e montou sua própria empresa que certamente não era tão grande quanto a que ele seria presidente, mas assim ele foi muito mais feliz.
sábado, 10 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Domingo. Quase seis horas da tarde. Tempo nublado.
Espero cinco minutos e o trem chega.
Entrei e sentei, afinal não estava muito cheio devido ao horário.
'Você já assistiu aquele filme novo que eu te falei?'
Lá estava ela.
'Então, meu, eu falei pra você que tinha que fazer daquele jeito...'
Despreocupada.
'Nossa, muito legal esse joguinho aqui, olha...'
Conversas por todos os lados, mas ela não se importava com nada. Ela segurava na barra de ferro do trem e soltava, como se nunca houvesse sentido algo gelado. Segurava e soltava. 'Coloca a mão aqui, mãe! Tá gelado, né? hahaha'. Ela se divertia.
'Alô... sim, sou eu... não, pode falar, tô no trem ainda... aham, tô chegando daqui a pouco...'
Enquanto várias pessoas conversavam, outras ouviam música com fone no ouvido, quase não presentes no trem, outras pareciam preocupadas, ansiosas. Mas ela, não. Agora ela se divertia com um daqueles elásticos de cabelo que imitam uma mola. Puxava a molinha e soltava, observando como ela voltava.
'Pode deixar, assim que chegar em casa, peço o endereço da agência pra ele. Lá é bom, tenho certeza que você vai conseguir...'
Agora ela passava a mão na cabeça e olhava a do pai. Parece ter descoberto que ele era careca. Passa a mão na cabeça dele e se diverte. Tudo parecia novo pra ela. Tudo parecia divertido.
'...desça pelo lado esquerdo do trem.'
Minha viagem era curta, só três estações.
Só deu tempo de perceber que bom mesmo é enxergar a vida com a simplicidade de uma criança.
sábado, 14 de janeiro de 2012
O mochileiro das galáxias - Douglas Adams
Misture galáxias distantes, viagens no tempo, universos paralelos e a demolição do planeta Terra e você tem parte do que encontramos na trilogia de 5, 'O Mochileiro das Galáxias' de Douglas Adams.
Dotado de conceitos científicos e filosóficos, sarcasmo e muita criatividade, o autor consegue escrever a história de uma forma leve e crítica em relação à sociedade na qual ele vive, que apesar de ser na Terra, tem muitos dos problemas descritos por Adams, em tudo quanto é canto do universo, desde relacionamentos pessoais até a burocracia que nos rodeia.
Como definido no 3º livro da série (A vida, o universo e tudo mais): "A história do guia do mochileiro das galáxias é feita de idealismo, lutas, desespero, paixão, sucesso, fracasso e pausas para almoço absurdamente longas."
A história é muito divertida, que você chega a se pegar dando risada no meio da leitura, e tem muita coisa de fazer dar nó no cérebro, como os paradoxos causados pelas viagens no tempo e entre os universos paralelos. Fora que você devora os livros para ver se nossos amigos mochileiros encontram a questão fundamental da vida, o universo e tudo mais.
Recomendo a leitura. E não entre em pânico!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Sobre Marcos e homenagens póstumas
Marcos, ex-goleiro do Palmeiras, disse em entrevista-coletiva-para-explicar-a-aposentadoria: "Vendo essas homenagens eu falei: 'parece que eu morri' pelo que falavam de que eu ia fazer falta.".
Achei engraçado. Mas real.
Normalmente é isso mesmo que acontece.
Por exemplo, no caso de Michael Jackson, que até hoje recebe homenagens, mas que, enquanto em vida, só ouvíamos falar de casos de pedofilia. O cara era demais, mas eu não era fã dele e isso era tudo o que eu ouvia, pelo menos.
Talvez no caso dos jogadores de futebol, isso ocorra de outra forma, porque como Marcos disse na mesma entrevista coletiva, 'jogadores de futebol morrem duas vezes'. (apesar de que muitos jogadores recebem muitas homenagens antes de se aposentarem... afinal, existem torcedores que realmente amam o time e demonstram isso de todas as maneiras possíveis).
Mas enfim, acho que isso é uma coisa a se pensar. Não necessariamente no caso dos 'famosos' (até porque, ao meu ver, ir em shows e jogos não deixa de ser uma homenagem), mas sim, dentro de casa, com as pessoas que conhecemos. Ninguém é pra sempre e normalmente não deixamos as pessoas saberem como nos sentimos, não prestamos as devidas homenagens enquanto as pessoas estão em vida e depois... depois já era.
Eu não sei se existe vida após a morte, mas acredito que mesmo se houver, as pessoas prefeririam saber o que sentíamos em relação a elas, enquanto elas estavam vivas e podiam retribuir o que lhes foi dito. Ao menos, eu preferiria.
Não penso isso somente em relação aos familiares, amigos, namorados. Acho que devíamos demonstrar às pessoas o quanto elas foram/são importantes em nossas vidas, como por exemplo professores! Eu tenho uma gratidão imensa a alguns professores meus, em especial meu professor de matemática do ensino médio, mas eles não sabem disso. Eu tenho pensado muito nisso, desde o acidente com um outro professor na minha faculdade e espero encontrar uma forma de recompensar aqueles por quem eu tenho tanta gratidão, enquanto eles vivem.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Das utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos, se não fora
a presença distante das estrelas!
Mario Quintana
domingo, 8 de janeiro de 2012
"O prêmio Nobel valeu a pena?"
"Eu não sei nada sobre o Prêmio Nobel. Eu não entendo do que ele se trata, se valeu a pena.
E se as pessoas na Academia Sueca decidiram que X, Y ou Z ganha o Prêmio Nobel, então que seja. Eu não tenho nada a ver com o Prêmio Nobel, é um pé no saco! (risos)
Eu não gosto de honras. Eu agradeço pelo trabalho que fiz e pelas pessoas que apreciaram.
Eu sei que outros físicos usam meu trabalho. Eu não preciso de mais nada. Eu não acho que há sentido para mais nada. Eu não acho que faça sentido quando alguém na Academia Sueca decide que esse trabalho é nobre o suficiente para receber o prêmio.
Eu já recebi o prêmio. O prêmio é o prazer de descobrir a coisa, a emoção da descoberta, a observação de que outras pessoas utilizam. Essas são as coisas reais, as honras são irreais pra mim.
Eu não acredito em honras."
Richard Feynman - Nobel de Física em 1965
sábado, 31 de dezembro de 2011
O ano termina e nasce outra vez
Desejos para o ano novo.
Quem nunca fez um?
Acredito que todo mundo faz seus desejos, seja durante a virada, seja durante uma oração, seja num outro momento qualquer. Mas o que todo mundo faz para a realização desses desejos?
Não adianta desejar, não adianta sonhar. Se não corrermos atrás do que queremos, não teremos nada, porque nada cai do céu!
Então se você tem desejos e sonhos a serem concretizados no próximo ano (ou nos próximos), não adianta só desejar, planeje e corra atrás do que você almeja, que um dia você conseguirá. E nesse dia... ah, nesse dia, você verá como valeu a pena.
"Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."
Carlos Drummond de Andrade
Feliz 2012.
Assinar:
Postagens (Atom)
